FICHEIROS EPSTEIN: O Fim do Pacto de Silêncio
- 12 de fev.
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Atualizado: há 3 dias
Só quem aceita atravessar o frio da verdade alcança a autoridade interior.

Mapa Astral dos Estados Unidos da América
Há histórias que não se contam à luz do dia. Há arquivos que não são apenas papel. São portais. Ao abrirmos os chamados “ficheiros Epstein”, não estamos simplesmente a folhear documentos. Estamos a descer degraus. E, como em Dante, cada degrau conduz-nos mais fundo numa geografia moral onde o poder, o segredo e a corrupção se entrelaçam como raízes num submundo sem sol.
O pano de fundo é claramente plutónico. Plutão, Deus do Inferno, senhor do invisível, rege a Casa 8, a casa dos segredos, das sombras, das alianças ocultas, do dinheiro partilhado e das mortes simbólicas ou literais. É neste território que a narrativa se desenrola. Não é um palco iluminado, mas um covil subterrâneo, onde aquilo que parecia sólido à superfície se desfaz ao contacto com a verdade.
Sabemos que outros Deuses também marcaram presença neste elenco: Saturno, o Deus do Karma, com o peso das estruturas e das responsabilidades antigas; Urano, com as rupturas súbitas e revelações explosivas; Neptuno, com as ilusões, as névoas e os enganos cuidadosamente tecidos; e Júpiter, com a expansão, o estatuto e a influência global. Mercúrio, com o enredo da comunicação e Marte, apimentando as paixões. Mas nenhum deles ocupa o centro da cena.
Plutão é o protagonista desta peça. É ele quem governa o silêncio cúmplice e as ligações invisíveis. É ele quem exige que enfrentemos aquilo que preferíamos não ver.
Tal como na “Divina Comédia”, a descida não é apenas castigo. É também revelação. Porque no reino de Plutão nada permanece escondido para sempre. Tudo o que foi enterrado acaba, inevitavelmente, por reclamar o seu regresso à superfície.
O caso dos ficheiros Epstein refere-se ao conjunto de documentos, registos e provas judiciais ligados à rede de tráfico sexual, abuso de menores, canibalismo, corrupção e proteção institucional em torno de Jeffrey Epstein, envolvendo figuras poderosas, pactos de silêncio e a luta pela divulgação da verdade.
Estes ficheiros afetam profundamente os Estados Unidos, porque abalam a confiança nas instituições, expõem falhas sistémicas na justiça, e colocam em causa a ideia de que ninguém está acima da lei.
Eles tocam em pontos sensíveis da identidade americana. Revelam proteção de elites económicas e políticas. Mostram como o poder pode silenciar vítimas e manipular processos. Alimentam a desconfiança pública em governos, tribunais, bancos e media.
No mapa astral dos Estados Unidos, Plutão na Casa 8 é um dos indicadores mais claros de que o país nasceu com poder oculto, riqueza subterrânea, influência através de bastidores e controlo exercido fora da vista pública.
Plutão simboliza o submundo, segredos de Estado, prepotência institucional, elites secretas, poder oculto, crimes sistémicos, o que é mantido através de controlo, medo ou silêncio.
A Casa 8 é o palco dos segredos, tabus, sexualidade, abuso de poder, morte e renascimento, dinheiro de terceiros, Bancos, pactos silenciosos, redes subterrâneas, ou seja, tudo aquilo que sustenta o poder sem aparecer à superfície.
O signo de fundo, onde se localiza a Casa 8, é Capricórnio, que rege estruturas de poder, governos, instituições, hierarquias, figuras intocáveis. Apela ao resgate Kármico, porque é o signo do tempo, da responsabilidade e da consequência. Regido por Saturno, o senhor dos limites e das estruturas, o Reino de Capricórnio não permite atalhos. Tudo o que é construído tem de ter base sólida. Tudo o que foi feito no passado pede prestação de contas no presente.
Quando se fala em resgate no contexto capricorniano, não se trata de um salvamento milagroso, mas de um ajuste de contas. É o resgate como restituição, como reparação. Capricórnio apela ao resgate porque confronta-nos com aquilo que ficou pendente, como dívidas morais, compromissos assumidos, responsabilidades evitadas. É o signo que pergunta: o que fizeste com o poder que te foi dado? Como geriste o tempo que te foi confiado?
Sendo um signo de Terra, ligado à materialização, Capricórnio traz o karma para o concreto. Não é apenas uma ideia espiritual, é algo que se manifesta em estruturas sociais, instituições, hierarquias e reputações. O que foi construído de forma sólida resiste. O que foi erguido sobre corrupção ou abuso acaba por ruir sob o próprio peso e é aqui que o resgate surge como necessidade inevitável.
Há também uma dimensão simbólica profunda. Capricórnio marca o ponto mais alto do Sol no inverno, o solstício. É o momento de maior escuridão seguido pela promessa de retorno da luz. O resgate capricorniano é austero, mas libertador. Passa pelo reconhecimento da sombra para que se possa restaurar a ordem.
Em termos mais amplos, Capricórnio lembra-nos que nada escapa ao tempo. E o tempo é o grande cobrador. O resgate não é punição, mas sim maturidade. É assumir as consequências. É reconstruir com integridade e transformar responsabilidade em autoridade legítima.
RODA DA FORTUNA

A Roda da Fortuna (ponto de destino coletivo) também se localiza neste reino. Indica o que gira inevitavelmente, o que eleva ou derruba conforme o ciclo e o que parece “acaso”, mas não é.
Quando esta está conjunta a Plutão na Casa 8 dos Estados Unidos, significa que o destino do país está ligado à revelação e transformação do seu submundo. Nada do que é escondido nesta Casa 8 pode permanecer oculto para sempre, porque faz parte do destino coletivo vir à tona.
OPOSIÇÃO PLUTÃO/MERCÚRIO

Esta oposição representa a luta entre o que é escondido (Plutão) e o que precisa ser dito, escrito, revelado (Mercúrio).
Mercúrio rege informação, documentos, comunicação, testemunhos, imprensa, ficheiros, contratos, registos, arquivos, listas, mensagens, provas escritas, linguagem.
Plutão rege censura, manipulação, intimidação, segredos de Estado, poder por detrás da informação.
A oposição Plutão/Mercúrio é, por si só, um eixo intenso. É segredo versus palavra, silêncio profundo versus revelação, poder oculto versus informação circulante. Quando ambos se encontram retrógrados, a tensão não desaparece. Simplesmente aprofunda-se.
Plutão retrógrado intensifica o movimento para dentro. As dinâmicas de controlo, manipulação, pactos subterrâneos e memórias traumáticas tornam-se mais interiores, mais psíquicas, mais difíceis de ignorar. É como se o submundo fechasse as portas e obrigasse à confrontação interna antes de qualquer explosão externa.
Mercúrio retrógrado, por sua vez, suspende a linearidade da comunicação. A palavra volta atrás, é revista, reinterpretada, mal compreendida ou revelada fora de tempo. Documentos reaparecem. Conversas antigas regressam. O que foi dito pode ganhar novo significado ou o que foi silenciado pode começar a infiltrar-se pelas fissuras.
Quando ambos estão retrógrados numa oposição, há uma ênfase acrescida, mas não no sentido de espetáculo imediato. A ênfase é psicológica e estratégica. É um confronto entre aquilo que se sabe e aquilo que se pode dizer; aquilo que foi escondido e aquilo que insiste em ser pensado; o poder de controlar a narrativa versus o impulso de revelar.
A retrogradação cria um clima de revisão kármica. Não é apenas conflito externo. É ajuste interno. A oposição funciona como um espelho. A palavra é obrigada a encarar a sombra, e a sombra é forçada a reconhecer que já não consegue permanecer totalmente muda.
Em termos simbólicos, esta configuração pode indicar que a verdade não surge de forma linear ou limpa. Surge fragmentada, atrasada, reinterpretada, mas inevitável. Plutão quer a verdade absoluta e Mercúrio quer narrá-la.
Retrógrados, ambos perguntam: estamos prontos para compreender o que realmente está por trás das palavras?
Aqui, o silêncio pesa tanto quanto o discurso.
Em oposição, isto indica informação controlada à força, mas também a inevitabilidade da revelação. É um aspeto típico de fuga, vazamento de dados, denúncias, jornalistas silenciados ou perseguidos, documentos que não deviam existir, narrativas oficiais em choque com verdades subterrâneas.
Nada fica neutro. Ou se cala, ou se expõe. Plutão não destrói a informação. Ele testa se ela pode sobreviver à pressão do poder.
O caso dos ficheiros Epstein, além de escandaloso e criminal, ressoa com a força de Plutão, o planeta do inferno, da morte, dos tabus e do poder absoluto. Plutão, regente de Escorpião e senhor da Casa 8, rege os recantos mais sombrios da existência humana: sexo, corrupção, manipulação e tudo aquilo que a sociedade tenta ocultar.
Quando Plutão se encontra na Casa 8 e no signo kármico de Capricórnio, como no mapa dos Estados Unidos, os temas de poder, hierarquia e controlo institucional tornam-se ainda mais intensos. Capricórnio imprime disciplina, rigidez e ambição às forças plutonianas. Os pactos secretos, a corrupção das elites e o abuso sistemático adquirem uma forma estruturada, organizada e difícil de desmantelar.
A Casa 8, que inicia a 12º de Capricórnio e termina a 3° grau de Aquário, é o palco dos segredos enterrados, onde os abusos ocultos emergem com brutalidade, e Capricórnio revela como o poder institucional pode proteger, manipular e perpetuar sistemas de opressão. Onde há poder, há indubitavelmente submissão.
TRÂNSITOS

O retorno de Plutão ao antro, onde ele próprio se posicionava na data do nascimento dos Estados Unidos, simboliza a abertura da porta do Inferno. Aquilo que se acreditava selado irrompe, expondo a podridão que permeia estruturas, instituições e elites. O abuso sistemático, o tráfico e os pactos secretos tornam-se visíveis sob o olhar do planeta que não tolera ocultação. Plutão em Capricórnio na Casa 8 força a sociedade a encarar a dimensão institucional da corrupção, a confrontar a manipulação do poder e a reconhecer os limites das estruturas humanas.
Cronologia
Plutão entra em Capricórnio, signo que inicia na Casa 7 (cenário dos Processos) dos Estados Unidos.
2008: entrada de Plutão em Capricórnio em oposição à conjunção Vénus/Júpiter; Saturno em quadratura a Urano; Neptuno em conjunção ao Meio do Céu.
Epstein declarou-se culpado das acusações de prostituição e uma acusação de solicitação de prostituição de menores de 18 anos. Condenado a 18 meses de prisão,
2009: depois de um movimento de retrogradação, Plutão reentra novamente em Capricórnio em oposição à conjunção Vénus/Júpiter.
Epstein foi libertado da prisão. Durante a década seguinte, as acusadoras de Epstein travaram uma batalha judicial para anular o acordo federal de não acusação.
Retorno de Saturno
2011: Retorno de Saturno, regente da Casa 8, 9 e 10, na Casa 5, da realeza, em quadratura ao Sol (Pessoas importantes); Plutão em oposição à conjunção Vénus/Júpiter (justiça).
O jornal "Daily Mail" publicou uma entrevista com Giuffre na qual descreveu ter viajado com Epstein para Londres aos 17 anos e passado uma noite a dançar com o antigo príncipe André. A história e uma foto do então príncipe com o braço em volta de Giuffre criaram uma crise para a família real. Posteriormente, agentes do FBI entrevistam Giuffre.
Plutão entra na Casa 8
2014: Plutão entra na Casa 8; Urano faz quadratura ao Sol (pessoas importantes); Nodo Norte faz conjunção a Saturno.
Os advogados de Giuffre entraram com uma ação judicial, alegando que a então adolescente manteve relações sexuais com o Príncipe André e outros homens, incluindo presidentes estrangeiros, um primeiro-ministro conhecido e outros líderes mundiais. Todos esses homens negaram as acusações.
2018: Urano faz quadratura à oposição Mercúrio/Plutão.
O jornal Miami Herald publicou uma série de reportagens sobre o tratamento do caso Epstein e o papel de Acosta, aqui já secretário do Trabalho no primeiro mandato (2017-21) de Donald Trump. Esta cobertura veio intensificar o interesse público em Epstein.
Agentes do FBI e o Ministério Público Federal em Manhattan iniciaram uma nova investigação sobre Epstein.
Saturno entra na Casa 8
2019: Urano em quadratura à oposição Mercúrio/Plutão; Saturno entra na Casa 8 em oposição ao Sol e quadratura a Saturno.
Epstein foi preso sob novas acusações de tráfico sexual apresentadas pelos promotores de Nova Iorque, que concluíram não estarem vinculados ao acordo anterior de não acusação, estabelecido entre o arguido e as autoridades da Florida. Dias depois, Acosta renunciou ao cargo de secretário do Trabalho.
Epstein apareceu morto na cela da prisão em Nova Iorque.
2020: Saturno na Casa 8 em conjunção a Plutão e oposição a Mercúrio; Júpiter entra na Casa 8; Lua progredida em fevereiro entra na Casa 8.
Os procuradores federais em Nova Iorque acusaram Maxwell de crimes sexuais, alegando que ajudou a recrutar e a abusar das vítimas de Epstein.
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2021: Saturno e Júpiter entram na Casa 9; Urano entra na Casa 12; Júpiter entra na Casa 10; Lua Progredida em conjunção a Plutão e oposição a Mercúrio; depois entra na Casa 9 em setembo.
Depois de um mês de julgamento, Maxwell é condenada por tráfico sexual e outros crimes.
Retorno de Plutão
2022 fevereiro: Primeiro "Retorno de Plutão" dos EUA.
Após 246 anos, em 2022, ocorreu o retorno de Plutão a 27º de Capricórnio no mapa dos EUA. É um acontecimento raríssimo que marca o fim e o julgamento de um ciclo de poder, iniciado na fundação do país. Significa o sistema a ser confrontado com aquilo que sempre tentou esconder.
O 27º de Capricórnio está associado simbolicamente ao poder institucional extremo, a figuras acima da lei, a estruturas rígidas que se mantêm por conveniência, a pactos silenciosos entre elites.
Quando Plutão ativa esse grau, o que foi enterrado tem de vir à superfície, não para ser imediatamente resolvido, mas para nunca mais poder ser ignorado.
Plutão atingiu esse grau por três vezes em 2022.
Quando o planeta regressa ao ponto natal, não há escolha. Ou o sistema se transforma ou implode. A pressão sobre as instituições que protegiam Epstein (como bancos e políticos) torna-se insustentável a nível sistémico.
O Retorno de Plutão é crucial porque o caso Epstein é o maior símbolo da podridão nas estruturas de poder americanas. Enquanto arquétipo, representa redes de poder transversais, abuso protegido por influência, silêncio.
Quando Plutão faz o seu retorno, ativa a própria matriz de poder do país, fecha um ciclo iniciado na fundação e obriga a confrontar aquilo que sempre sustentou o sistema.
Não se trata de um evento isolado, mas de um colapso do controlo invisível, de uma crise de impunidade, de uma exposição de redes antes intocáveis e instituições que falharam deliberadamente.
Aqui, o tema Epstein encaixa perfeitamente no arquétipo:
Casa 8 - sexualidade, abuso, controlo
Plutão - poder, silêncio, coerção
Mercúrio - documentos, testemunhos, imprensa, ficheiros, registos, arquivos, listas
Roda da Fortuna - inevitabilidade, destino, fim do ciclo
O que aconteceu durante o retorno de Plutão não foi resolver o caso, mas algo mais profundo pois mudou o estado do segredo. O que antes era tabu passou a ser falado. O que era impensável passou a ser questionado. A ideia de elites intocáveis começou a ruir.
Plutão não revela tudo de uma vez. Ele corrompe o silêncio. Primeiro expõe, depois corrói, só mais tarde transforma.
O retorno de Plutão não é o castigo imediato, é o início do processo irreversível. O sistema entra em crise moral, mesmo que juridicamente pareça intacto.
Dezembro: Plutão chega aos 28º de Capricórnio, aproximando-se e batendo à porta do grau anarético. É o momento de máxima tensão pré-revelação, pois o grau 29 é um ponto crítico.
Ingresso de Plutão em Aquário (0º)
2023: Saturno chega ao Meio do Céu; Plutão chega aos 29º de Capricórnio (grau anarético).
A 23 de março de 2023, Plutão adentra em Aquário, o signo ligado ao coletivo e à consciência social. Aqui o Deus do Submundo catalisa a revolução profunda do coletivo. Historicamente, a última passagem de Plutão por Aquário coincidiu com grandes revoluções: Revolução Francesa, Americana, Industrial e movimentos de libertação como o fim da escravatura.
Agora, Plutão volta a escavar os alicerces do mundo, expondo estruturas obsoletas, sistemas de poder corrompidos e verdades escondidas. Em Aquário, isso manifesta-se através da tecnologia, da comunicação social e redes, da rapidez da informação e da quebra de hierarquias tradicionais.
De janeiro a março existe pressão máxima sobre o JP Morgan e o Deutsche Bank por facilitarem as finanças de Epstein. A limpeza das elites começa a ferver. Maxwell é sentenciada a 20 anos de prisão.
A 23 de março, precisamente no dia do ingresso de Plutão em Aquário, a juíza Loretta Preska ordena o deslacramento de documentos que identificariam os "John Does". A promessa de transparência (Aquário) surge.
A 1 de maio, a Lua progredida entra na Casa 10 e Plutão Retrograda para reavaliar.
O processo de revelação trava momentaneamente para revisão legal. Inicia-se o período de contestações dos nomes citados. Foi um momento de revelações específicas e simbólicas. Em 21 de maio, o caso Bill Gates: Wall Street Journal revelou que Epstein teria tentado chantagear Bill Gates sobre um caso extraconjugal com uma jogadora de bridge russa.
2024: Saturno na Casa 10.
Janeiro - divulgações menores e localizadas antes desta lei.
No início de 2025, Plutão atinge os 3º de Aquário, grau sabiano associado à imagem“os desertores da Marinha” precisamente no umbral da Casa 9, a casa da verdade superior, da justiça, da lei, da ética, das ideologias, da consciência moral coletiva, do estrangeiro, dos tribunais, da religião, da revelação que se torna pública.
O desertor espreita o território da Verdade. Este grau simboliza a coragem de abandonar sistemas fraudulentos, mesmo que isso implique solidão temporária; representa a rutura com pactos de silêncio; a coragem moral para abandonar estruturas coletivas corruptas e falidas e prisões ideológicas ou sociais; o impulso para vandalizar simbolicamente o que oprime.
Abre ligeiramente a porta. Estaciona. Pensa. Ainda há muito a reavaliar no seu Reino. Tem que voltar atrás. Prepara-se para retrogradar, encetando o movimento de retrogradação no início de maio. Estes momentos ficaram marcados por eventos trágicos e por uma fase de grande tensão política antes da libertação massiva de documentos. A notícia mais marcante foi a morte de Virginia Giuffre, uma das principais denunciantes de Jeffrey Epstein e autora do processo contra o Príncipe Andrew. Giuffre faleceu num incidente reportado como suicídio. A sua morte gerou uma onda de choque e pedidos renovados por total transparência nos ficheiros do governo.
Em outubro torna-se Direto e em novembro catalisa a aprovação do Epstein Files Transparency Act em lei, que forçou o Departamento de Justiça a publicar mais de 3 milhões de páginas e milhares de vídeos/imagens. Em dezembro, perto da porta da Casa 9, ocorre a primeira fase da divulgação obrigatória por lei, marcada por pesadas rasuras em centenas de páginas e a primeira grande leva de exposição dos ficheiros de Jeffrey Epstein, decorrente da aprovação do Epstein Files Transparency Act. Nessa data, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou centenas de milhares de documentos, incluindo fotografias inéditas de figuras públicas como Bill Clinton e celebridades como Michael Jackson e Mick Jagger.
Chega novamente ao 3.º grau e arromba as comportas da Casa 9, deixando extravasar as águas fétidas do seu mundo subterrâneo e trazendo o arquétipo da Casa 8 — segredos, corrupção e poder oculto — para um território mais amplo: leis, ideologias, educação, filosofia e a própria busca de sentido. Ultrapassa literalmente as fronteiras, para que o mundo confronte os seus próprios demónios, espalhados como os tentáculos de um polvo pela elite internacional. E, em janeiro de 2026, uma nova e massiva vaga foi libertada, totalizando cerca de 3,5 milhões de páginas, 2.000 vídeos e 180.000 imagens.
Estes dois meses marcam o ato irreversível: não é ainda o julgamento final, mas é a mudança de consciência que o torna inevitável. A partir daqui a verdade pode ser adiada, mas já não pode ser anulada.
O grau sabiano dos 3º de Aquário encaixa perfeitamente aqui:
“Desertores da Marinha” Pessoas que abandonam o navio, quando percebem que ele já não representa a verdade, mesmo que isso implique isolamento. Os denunciantes, os leaks, os arquivos que emergem são desertores do sistema, que quebram pactos de silêncio e vandalizam simbolicamente estruturas de poder corruptas.
Com Plutão em Aquário, os sistemas coletivos entram em rutura. Instituições, elites e narrativas que já não representam a verdade começam a ser expostas. O grau simbólico dos “desertores da Marinha” fala de coragem para abandonar navios que já não servem, mesmo que isso traga instabilidade temporária.
Esta transição indica que aquilo que foi escondido e enfrentado nos bastidores da Casa 8, agora poderá viajar além fronteiras e emergir em debates públicos, reformas estruturais e consciência coletiva. O submundo revelado pela Casa 8 é projetado na Casa 9 como oportunidade de transformação ética, moral e intelectual, exigindo que a sociedade construa novos sistemas de justiça e valores mais claros. A Verdade grita. Impõe-se. Urge libertá-la.
Plutão em Aquário, representando o coletivo, as redes, a opinião pública e os sistemas sociais e tecnológicos, já não atua apenas no submundo da Casa 8. Ao entrar na Casa 9, a verdade sobe de nível, deixa de ser apenas investigada e começa a ser questionada juridicamente, moralmente e ideologicamente.
É o momento em que as denúncias deixam de ser sussurros, as narrativas oficiais são contestadas e a pergunta central passa a ser:
Que verdade estamos dispostos a defender como sociedade?
Este trânsito coincide com a intensificação do debate político e jurídico em torno dos ficheiros Epstein, a pressão internacional por transparência, o colapso da credibilidade de figuras e instituições antes intocáveis.
O símbolo do desertor na Casa 9 sugere: informadores, testemunhas, juristas, jornalistas, ou figuras públicas que rompem com a narrativa dominante por razões éticas. Mesmo que o sistema tente atrasar a revelação total, o retorno já não é possível.
Quando Plutão atravessa o grau do desertor na Casa da Verdade, o silêncio deixa de ser lealdade e passa a ser cumplicidade.
Neste sentido, os ficheiros Epstein são mais do que documentos judiciais. São manifestações plutonianas e capricornianas da verdade oculta, agora prestes a entrar num contexto mais amplo de conscientização social e ideológica. Mostram que a transformação só ocorre quando o segredo é exposto, quando o poder corrupto é confrontado e quando o inferno subterrâneo se torna visível. A Casa 8 e Plutão em Capricórnio não trazem apenas destruição. Trazem a oportunidade de renascimento e a entrada de Plutão na Casa 9 aponta para a expansão dessa transformação, para o despertar da consciência coletiva e para a criação de princípios mais sólidos e éticos.
Como Nietzsche nos lembra: tornar-se quem se é implica enfrentar o abismo, abraçar a dor e criar valores próprios. O caso Epstein, sob a lente de Plutão e Capricórnio, revela não apenas a sombra das elites, mas também a urgência de afirmar a vida e a verdade, mesmo diante do mais profundo submundo. É neste confronto com a escuridão, agora projetado para uma consciência maior, que a sociedade encontra a oportunidade de renascer, reconstruir confiança e criar novos princípios capazes de resistir à corrupção e à manipulação.
Mais do que um caso criminal, tornaram-se um símbolo de crise moral e institucional, onde a pergunta deixa de ser “quem sabia?” e passa a ser “porque é que o sistema permitiu?”.
2026 amanheceu com um aglomerado de planetas em Aquário, intensificando uma postura mais impessoal, fria, racional, mas também radical e revolucionária, convidando-nos a olhar os factos sem véus emocionais, a desmontar estruturas cristalizadas e a colocar a verdade acima da conveniência.
Aquário não protege nomes. Protege princípios. Não sustenta hierarquias pelo estatuto, mas questiona-as pelo impacto coletivo. Este céu sugere distanciamento suficiente para analisar, coragem suficiente para expor e consciência suficiente para reformular.
Se Plutão revelou as entranhas do sistema e Saturno marcou o tempo da responsabilidade, Aquário pede agora transparência, reforma e ruptura com pactos silenciosos. É um chamamento à lucidez coletiva. Menos drama, mais discernimento. Menos culto da personalidade, mais ética estrutural.
Porque quando o ar aquariano sopra, já não se trata apenas de culpados individuais, mas de sistemas que precisam de ser revistos.
E talvez seja esse o verdadeiro ponto de viragem.
Cronologia anterior
2003 - Plutão ingressa na Casa 7 dos Estados Unidos (processos, aliados e inimigos declarados). Esta casa inicia-se em Sagitário, signo associado às instituições de justiça, à religião e à cultura. Corresponde também ao domínio do estrangeiro, das viagens longas e do contacto com povos de outras origens, culturas ou religiões.
Saturno conjunção Ascendente; Urano Conjunção Meio do Céu; Plutão conjunção Descendente em oposição Marte; Júpiter entra na Casa 4, em quadratura a Urano Casa 12; Lua Progredida em conjunção ao Ascendente.
Peter Mandelson, o político britânico enviou mensagem a Epstein descrevendo-o como o seu "melhor amigo" incluída num livro de aniversário compilado por Ghislaine Maxwell.
Os ficheiros incluem diagramas do FBI que tentam mapear a rede de vítimas de Epstein e a cronologia dos abusos, que já ocorriam de forma sistemática em 2003.
Investigação da Casa Pia: alguns documentos fazem comparações contextuais com a investigação portuguesa do caso Casa Pia, que decorria em 2003.
2005: Saturno a ficar Direto; Plutão conjunção Mercúrio; Plutão quincôncio Mercúrio; Urano em Peixes na Casa 10, em quadratura a Urano na Casa 12; Neptuno em conjunção com a Lua na Casa 9; Júpiter em conjunção a Saturno na Casa 5; Lua Progredida em conjunção ao Sol a entrar na Casa 2.
A polícia de Palm Beach começou a investigar Epstein, na sequência de uma denúncia de agressão sexual apresentada pela família de uma adolescente de 14 anos.
Várias menores de idade, muitas estudantes do ensino médio, disseram mais tarde à polícia terem sido contratadas por Epstein para fazer massagens sexuais.
2006: Plutão quincôncio Mercúrio; Saturno conjunção Nodo Norte; Marte conjunção Mercúrio (maio); Mercúrio Retrógado conjunção Mercúrio (julho); Lua Progredida conjunção Mercúrio em oposição a Plutão.
Autoridades policiais apresentaram documentos para acusar Epstein de várias acusações de sexo ilegal com menores, mas o procurador estadual Barry Krischer enviou o caso para um grande júri.
Epstein foi preso depois de indiciado por solicitação de prostituição. A acusação relativamente menor irritou os responsáveis da polícia de Palm Beach, que acusaram publicamente Krischer de dar tratamento especial a Epstein. A polícia federal (FBI) iniciou uma investigação.
2007: Saturno entra na Casa 4 e faz quadratura a Urano na Casa 12, que rege a Casa 10.
Os procuradores federais prepararam uma acusação, mas durante um ano os advogados de Epstein mantiveram conversações com o procurador federal em Miami, Alexander Acosta, sobre um acordo para evitar.













































Este, o melhor artigo e esclarecimento astrológico que já li sobre o assunto. BEM HAJAS!