PORTUGAL A Grande Auditoria Kármica e Acerto de Contas da Nação
- 10 de fev.
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Atualizado: há 3 dias

Portugal sob Saturno, Neptuno, Plutão e Urano
Nos últimos anos vivemos e ainda atravessamos um momento raro de transição entre ciclos históricos. Os planetas lentos Plutão, Neptuno e Saturno transitaram por graus anaréticos (graus críticos que representam a prova final nos signos que abandonam) antes de ingressarem nos seguintes. Urano ainda percorre os últimos graus de Touro e entrará definitivamente em Gémeos apenas em 26 de abril de 2026.
Não se pode adiar indefinidamente o tempo, quando os planetas lentos convergem para exigir resposta. Portugal atravessa um dos períodos mais exigentes da sua história recente, refletido de forma clara no seu mapa astral, onde se sobrepõem quatro forças implacáveis: o rigor de Saturno, o caos de Neptuno, a purga de Plutão e o choque libertador de Urano.
O Retorno de Saturno
Portugal a 0º de Carneiro e o Renascimento Pelo Fogo e Pela Água

Ao observarmos o mapa astral da fundação de Portugal, verificamos que o País atravessa o temido Retorno de Saturno na Casa 10, a casa do poder, da autoridade e da responsabilidade pública. Isto significa que Saturno, em trânsito, regressa ao posicionamento que ocupava no mapa natal de Portugal, desta vez acompanhado por Neptuno.
Este movimento assinala o fecho e a abertura de um ciclo, no qual o sistema vigente pode colapsar. Desilusão com as antigas estruturas, que se diluem com a sensação de que vão por água abaixo. É o momento de assumir novas responsabilidades ou reformas. É um período doloroso e depressivo, acompanhado de desilusão e confusões com as figuras de autoridade.
A geografia, o clima e a política parecem agora espelhar-se num mapa astral que exige o fim da ambiguidade.
Com o Saturno natal de Portugal a 0º de Carneiro, em tensão com o Sol a 23º58’ de Peixes, o país entrou num ciclo de auditoria cármica sem precedentes, onde tudo o que não tem base sólida é inevitavelmente testado. Desta forma, o país entrou num ciclo de prestação de contas histórica.
A Hora da Verdade
O Crepúsculo das Ilusões Portuguesas

Desde que Saturno entrou na Casa 10 em 2025, o ponto mais alto do mapa nacional, que representa o poder executivo, a reputação da nação e a estrutura de governação foram colocados sob escrutínio severo.
A Casa 10 em Peixes expôs uma liderança difusa, neptuniana, sustentada mais por narrativas do que por alicerces. Saturno veio retirar o véu. O que não tinha forma ruiu. O que não tinha responsabilidade foi exposto.
O país foi confrontado com uma liderança marcada pela falta de clareza. Peixes, signo de água regido por Júpiter e Neptuno, trouxe uma governação fluida, por vezes caótica, onde a transparência cedeu lugar a decisões de bastidores e a uma direção estratégica difusa.
Em março de 2025, a conjunção, formada por Saturno em trânsio com o Sol Natal, catalisou o colapso. O chumbo da Moção de Confiança não foi apenas um incidente parlamentar. Foi o Senhor do Tempo a retirar o tapete a um governo que não possuía alicerces suficientes para sustentar o peso da autoridade. A queda política de março de 2025 não foi um acaso, mas foi o tempo a exigir consequência.
Nas eleições de 18 de maio, Saturno no grau anarético concedeu ainda uma última oportunidade ao governo vencedor, um teste final de maturidade e responsabilidade.
Com a entrada de Saturno em Carneiro, em maio, a conjunção ao Saturno natal e a proximidade a Neptuno assinalam o ápice da crise. É o momento em que o Senhor do Karma exige ação, iniciativa e reestruturação, para que o país saia do estado de paralisia.
Em julho, Saturno inicia o seu movimento retrógrado, impondo uma fase de reavaliação profunda que se estende até dezembro, quando volta a ficar direto.
Em novembro/dezembro, Saturno estacionário paira novamente sobre o Sol pisciano, na Casa 10. Sinaliza o pôr do sol político. Se o executivo governou com base em ilusões, as águas de Peixes (as cheias e os escândalos) dissolvem essa imagem, enquanto o frio de Saturno impõe a austeridade da realidade factual.
No final de janeiro, Neptuno abandona o grau anarético de Peixes, o último teste de um signo onde permaneceu cerca de 14 anos, e entra definitivamente em Carneiro, fazendo conjunção ao Saturno natal de Portugal. Simultaneamente, Saturno em trânsito regressa ao grau anarético de Peixes, despedindo-se definitivamente deste signo a 14 de fevereiro, quando entra em Carneiro e realiza a conjunção exata a Saturno.
É neste cenário astrológico que ocorrem as eleições presidenciais, culminando na eleição de António José Seguro, de signo solar Peixes. A coincidência simbólica é evidente: Neptuno, Peixes e o ideário socialista partilham a mesma matriz arquetípica. Nada acontece por acaso.
A Água Manifesta-se na Matéria

Neste mesmo período, a simbologia astrológica materializa-se de forma literal. O chamado “comboio de depressões” atingiu o seu ponto mais crítico em 2026 com a chegada da Depressão Kristin, que entrou em Portugal na madrugada de 28 de janeiro de 2026.
Classificada como um evento raro de ciclogénese explosiva, provocou ventos superiores a 150 km/h, apagões generalizados e o isolamento de várias localidades. A esta tempestade sucederam-se outras depressões severas, como Leonardo e Marta, instaurando um ciclo ininterrupto de instabilidade atmosférica que marcou o início de fevereiro.
A água, reprimida durante demasiado tempo, reclamou o seu espaço. Tal como no plano político, o excesso de nevoeiro acabou por se transformar em tempestade. Portugal enfrenta a sua provação máxima. Ou se constroem fundações reais, capazes de aguentar o ímpeto das águas e o rigor do tempo, ou a autoridade continuará a dissolver-se perante o olhar incrédulo de uma nação que já não aceita ser governada por sombras. O tempo das ilusões acabou. O território, tal como o mapa astral, exige agora a verdade do aço e a responsabilidade do comando.
Saturno e as Cheias
O Território Reclama a Verdade
A transição de Saturno de Peixes para Carneiro, juntamente com a presença de Neptuno, traz um simbolismo avassalador para a gestão do território e as cheias que assolam o país. Poderíamos dizer que é o renascimento pelo Fogo (Carneiro) e pela Água (Peixes e Neptuno). De facto, na primeira entrada de Saturno em Carneiro, no Verão de 2025, Portugal foi assolado por grandes fogos e, após uma última retrogradação ao signo de Peixes, em janeiro/fevereiro de 2026, ao atravessar o grau anarético antes de entrar definitivamente neste signo, precisamente a 14 de fevereiro, voltou a ser atingido por calamidades relacionadas com a água.
A Ilusão da Contenção - Neptuno em Peixes/Carneiro representa as águas que transbordam, o descontrolo dos elementos e a erosão das margens. Tentar conter estas águas (físicas e políticas) com estruturas vazias ou promessas vagas é um erro que Saturno vem punir.
A Auditoria das Infraestruturas - Saturno em Carneiro exige ação direta e estruturas de ferro. O retorno de Saturno ao grau zero de Carneiro indica que as falhas na gestão do território e a negligência com o ordenamento hídrico já não podem ser mascaradas por retórica política.
Plutão e a Crise do Poder Oculto
Enquanto Saturno julgava o poder visível, Plutão entrava na Casa 8 do mapa de Portugal, abrindo o cofre das dependências, das dívidas e dos pactos silenciosos.
Plutão é a Fenix que renasce das cinzas.

Há que morrer o velho para que o essencial possa finalmente respirar. Plutão não aceita remendos. Ele exige a entrega total do que já não serve. Representa o poder, o oculto, a corrupção, as chantagens emocionais e psicológicas. Ensina-nos através de mudanças radicais, mortes físicas ou simbólicas, desapego, destruição de estruturas, radicalismos, transformação.
Plutão na Casa 8 não fala de alternância política, mas de regeneração forçada, na exposição do que estava escondido, no colapso de acordos implícitos, no fim da proteção invisível das elites. Provoca perdas e destruição de estruturas. O poder que não se transforma é descartado, não por revolta, mas por inevitabilidade histórica.
Entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, Plutão insistiu obsessivamente no grau 3 de Aquário, onde se posiciona Júpiter natal, que faz por sua vez uma oposição a Marte natal na Casa 2. Júpiter rege a Casa 6 e 10 e Marte a Casa 5, 10 e 11.
No mapa de Portugal, essa oposição é um eixo de tensão permanente entre a autoridade instituída (Júpiter) e a força de rutura ou afirmação (Marte).
Quando Plutão se senta sobre o grau 3 de Aquário, ele não está apenas a passar, mas a fundir-se com Júpiter e a opor-se violentamente a Marte.
Datas Críticas de Plutão (2025-2026)
Este movimento coincidiu, de forma precisa, com os atos eleitorais fundamentais do país.
Plutão a 3º45' - princípio de maio de 2025, na Estação Retrógrada, existiu Ponto de Pressão Máxima. Plutão estaciona quase exatamente sobre o Júpiter natal. É o momento de maior escrutínio sobre o poder, onde pactos silenciosos podem ser expostos. Momento das Eleições Legislativas.
Plutão a 1º22' - meados de outubro - Estação Direta - Fim da fase de escavação psicológica e início da integração de mudanças estruturais profundas. Momento das Eleições Autárquicas.
Plutão a entrar na Casa 8 - fim de janeiro/Fevereiro de 2026 - Comboio de Depressões e cheias com bastantes perdas e derrube de estruturas; momento das Eleições Presidenciais.
Avançando, recuando e voltando a testar o mesmo ponto e catalizando a oposição referida. ainda teremos estas datas significativas neste ano de 2026
Plutão a 5º30' - maio de 2026 - Estação Retrógrada - Reavaliação de dinâmicas de poder coletivo. O foco desloca-se ligeiramente, mas mantém a tensão sobre os planetas fixos natais.
Plutão a 3ª 4' - meados de outubro - Estação direta - Segundo Ponto de Pressão Máxima. Plutão estaciona exatamente no grau do Júpiter natal, selando a regeneração ou o descarte definitivo de estruturas antigas.
Esta configuração catalisa:
A amplificação do abuso de Poder
Plutão em conjunção a Júpiter (regente da 6 e 10) atua como uma lupa que queima. Júpiter, que normalmente representa a expansão e a proteção legal, sob o domínio de Plutão, revela o seu lado sombrio, a arrogância institucional. Nesta configuração Plutão retira a impunidade. Se Júpiter, regente da Casa 10, protegia as grandes figuras através de influências, Plutão exige que essa proteção seja destruída para que a estrutura (Casa 10) sobreviva. É a queda dos intocáveis.
A Explosão da Reatividade (O Gatilho em Marte)
Ao fazer oposição a Marte (regente da 5, 10 e 11), Plutão transforma a frustração contida em agressividade social ou institucional. Marte na Casa 2 reage ao toque de Plutão com um sentimento de sobrevivência. Isto traduz-se em greves radicais, movimentos de rua incontroláveis ou uma paralisia governativa onde o músculo do Estado (Marte) tenta travar a inevitabilidade da mudança, gerando um efeito de ricochete.
A Quebra dos Pactos de Silêncio (Casa 8)
A conjunção de Plutão com Júpiter natal abre o cofre que mencionei: Júpiter expande o que toca. Em vez de uma fuga de informação isolada, temos uma hemorragia de dados. Escândalos que antes seriam geridos nos bastidores tornam-se sistémicos. Plutão obriga Júpiter a confessar que as fundações das dívidas e dos acordos (Casa 8) estavam assentes em areias movediças.
A Metamorfose do Destino Nacional
Como Júpiter e Marte regem conjuntamente a Casa 10 (o Governo, o Estado, a Imagem Pública), esta ativação de Plutão sinaliza que o modelo de governação antigo morreu e que qualquer tentativa de manter o status quo através de remendos legislativos (Júpiter) é destruída pela força de limpeza de Plutão.
Concluindo, Plutão em conjunção ao Júpiter natal e em oposição a Marte natal não permite meios-termos. Ele obriga Portugal a escolher entre a autodestruição (manter os velhos hábitos e colapsar sob o peso das dívidas e escândalos) ou a transmutação (aceitar a perda total de privilégios para reconstruir o Estado).
Esta energia foi sentida com uma intensidade máxima, agindo como um berbequim sobre os mesmos graus do mapa natal.
Urano
O Choque que Desperta o País

Se Plutão atua nas entranhas e Saturno na estrutura, Urano age como uma descarga elétrica. Em Portugal, este planeta tem-se manifestado de forma particularmente evidente desde a sua entrada em Touro, ativando temas ligados à terra, ao território, aos recursos naturais, à economia, à segurança material e aos sistemas de abastecimento. Urano em Touro expõe a fragilidade do solo físico e financeiro do país, revelando falhas na gestão agrícola, energética e infraestrutural, bem como nos modelos económicos que pareciam estáveis.
Este trânsito tem coincidido com fenómenos súbitos e disruptivos, desde incêndios, colapsos de sistemas, falhas elétricas e tecnológicas, até instabilidade económica e social, funcionando como um choque de realidade.
Urano rege igualmente as redes sociais, a eletricidade, a eletrónica, os acidentes, os incidentes e os imprevistos, mas também as rebeliões e a contestação que emerge fora das estruturas tradicionais de poder.
Em Portugal, Urano em Touro obriga a questionar a liberdade, ou a sua ausência, os direitos fundamentais, a soberania sobre os recursos e o preço da dependência económica e tecnológica. Atua como um despertador coletivo, rompendo com a inércia e expondo a necessidade urgente de reformular modelos de desenvolvimento, de ocupação do território e de relação com a matéria, a terra e o valor.
2025
Em março de 2025, Urano fez oposição exata ao Urano natal de Portugal, um aspeto clássico de rutura geracional.O país confrontou-se com o esgotamento do seu modelo de adaptação e improvisar já não basta.
No final de março e início de abril, Urano atingiu o grau anarético, intensificando eventos súbitos, falhas, instabilidade e decisões irreversíveis. Sublinho o apagão e em consequência o questionamento sobre a moeda digital.
Pouco depois, a 30 de abril, Urano entrou em Gémeos, deslocando a crise para o plano da informação, da comunicação, da mobilidade e do discurso público.
Em julho, a quadratura de Urano à Lua natal ativou o povo, no nervosismo coletivo, na instabilidade emocional, nas reações espontâneas e num sentimento difuso de insegurança.
Retrogradou no verão e voltou a entrar no grau anarético de Touro em novembro de 2025, onde permaneceu ainda em dezembro, catalisando acontecimentos de forte tensão social. A última greve geral em Portugal ocorreu a 11 de dezembro de 2025, convocada pela CGTP e pela UGT contra o pacote laboral do Governo.
Ficou direto no final de janeiro de 2026, ativando os imprevistos climáticos e eleitorais e o colapso da rede elétrica.
Quero acrescentar que o eclipse de 17 de fevereiro ocorre no grau anarético de Aquário, precisamente em quadratura com Urano em trânsito em Touro, catalisando um ponto de máxima tensão e urgência de resolução.
Este eclipse faz, por sua vez, quadratura ao Urano natal de Portugal, que se encontra em conjunção com a Lua, na Casa 5 do mapa do país.
A Lua Progredida: o Novo Ciclo do Povo
Há relativamente pouco tempo, a Lua progredida fez conjunção ao Sol natal de Portugal, um dos marcadores mais importantes de renovação interna do ciclo nacional.
Esta conjunção simboliza um reinício emocional coletivo, a redefinição da identidade do país a partir do povo e o fim de um ciclo vivido em modo automático. Quando a Lua encontra o Sol, o país sente aquilo que é e já não consegue ignorá-lo. Este aspeto não traz soluções imediatas, mas inaugura um novo ritmo histórico, onde o passado deixa de comandar o presente.
Síntese: o Tempo Acabou
Saturno exige responsabilidade. Plutão elimina o que está corrompido. Urano quebra o que está bloqueado. Neptuno dissolve ilusões e abre caminhos de percepção coletiva. E a Lua progredida desperta o povo para um novo começo.
Portugal não vive uma crise isolada, mas um ponto de viragem estrutural. O tempo do adiamento terminou. O nevoeiro transformou-se em tempestade. E, como sempre, o país será obrigado a escolher entre amadurecer ou repetir o colapso.
E o Mundo?
O mundo perde ilusões, vê estruturas ruir, enfrenta crises de liderança, muda valores, acelera tecnologicamente, é forçado a abandonar navios que já não representam a verdade. Tudo isto reflete uma travessia coletiva, dolorosa, mas necessária, para um novo paradigma mais consciente, mais tecnológico, mais responsável e menos baseado em mitos.













































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